quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sumário


2017
Tolerância zero com a corrupção
Perfil de Glenn Greenwald
Mensagem para a APC
A roda da história
Ideologia de gênero
Verdade, liberdade e democracia
Caos e intervenção militar
Reforma dos sistemas judiciais e políticos
Faca nos dentes
Proteção às crianças
Esquerda e direita
Pensar com o cérebro
Crise do governo Temer II
Crise do governo Temer I
Verdade histórica
Gramscismo - utopia e realidade
Revolução da Vida
O livro que abraça
Processos da Lava Jato
O fim do mundo
Ataque na Síria II
Ataque na Síria I
Conquista da democracia
FHC e João Dória Jr
Coragem, honestidade e verdade
Autofagia intelectual
Estatura, coragem e lucidez
Um único brejo
(Des)governança do Brasil
Maconha, glamourização e realidade
Transformação
Presídios brasileiros

2016
A democracia brasileira
Constituição e os supersalários
Reconstrução da Chapecoense
Virtude ou delito
Ser, pensar, saber e a verdade
O estadista e a liturgia da decisão
Templo da democracia
Pacto humano
Hipotética fuga de Lula
Covardia
Ocupação das escolas
Transformações
IDEIA
Plano estratégico para o Brasil
Lentidão e leniência supremas
Falecimento do Carlos Alberto
Aprendizado na Suprema Corte
Transformações sociais e políticas
Justiça e paz social
Ensinamentos históricos
Os meninos de Brasília
Sonhar para vencer a utopia
Herança ética e espiritual
Protestos furiosos dos lulopetistas
Não tão tarde
Indigência de estadistas e outras
Dilemas corruptivos
Gratidão da sociedade
Blindagem da Operação Lava Jato
A virtude como norma
Contradição do poder
Assalto ao sítio em Atibaia
Brasil surreal
Tempos de resiliência
Patologia social, política e jurídica
Construção de um país solidário e justo
Prevalência da justiça
Pedra fundamental da democracia
Responsabilidade
Pensar com liberdade, atuar com independência

2015
Operação Lava Jato
Os militares e a democracia
A essência da democracia
Golpe institucional
Fronteira do insustentável
Honra e liderança
Canção do Expedicionário e Hino Nacional
A derrota do comunismo no Brasil
Polêmica da irresponsabilidade - III
Polêmica da irresponsabilidade - II
Polêmica da irresponsabilidade - I: Moral, reputação e biografia
Pedaladas e governabilidade
Decência, ética e respeito
ONU Vinci 2015 - Proposta de Resolução #1
ONU Vinci 2015 - Documento de Posição da Alessandra
ONU Vinci 2015 - O Paquistão e as energias renováveis
O ensino e a essência do regime democrático
Legitimidade eleitoral e ética
Mensagem para a Apple
Fatos e factóides -- ética, mentira e corrupção
Mensagem para o sobrinho Giovanni
A verdade
Pais autoritários ou pais com autoridade?
A punição de Neymar e os parafusos trocados
Investimentos chineses no Brasil
O maior jogador de futebol de todos os tempos
Só a mudança é permanente
Sabatina de candidato a Ministro do STF
O nascimento de Laura
Reagir ou piorar
Senso ético de senhoras idosas
Picaretas e achacadores
Velha senhora
Cidadãos, políticos e intelectuais
Cômico se não fosse trágico
Sócrates, Zamperini e Hawking
Clostermann e Saint-Exupéry
Dúvida não-socrática: irritar-se ou não?
Otimismo incorrigível

2014
Distensão Estados Unidos versus Cuba
Práxis política
Autonomia tecnológica e estratégica
Bolsa-esmola e bolsa-caviar
Um salto para frente
Mensalão e pré-salão
Lideranças despreparadas
Hannah Arendt e Marina Silva
A eleição presidencial de 3 de outubro
Satisfação, coincidência e estranheza
De Rochedo para La Rochelle, .... e Bélgica
A grande oportunidade
Zuniga and Neymar - Message to New York Times
Indigência intelectual e pobreza de estadistas
Moral superiority - Message to New York Times
A abertura da Copa do Mundo e as ofensas correlatas
Memórias -- Um brasileiro no dia D e os brasileiros na Itália
A vida oculta de um ditador
Duvido, logo penso, logo existo
Suíte presidencial na Papuda
O flagelo petista (ou a conectividade entre futebol, política, ciência e música)
Coragem intelectual e ética
Por que no te callas?
Demanda-se oposição
Metáfora petista

2013
Quadrilha dos onze
Apenas a verdade
O que pode e o que não pode
Talento, trabalho, produção e poupança
Pensar e inovar
A better notion of History -- Message to New York Times
Uma Cubona

2012
Alternância de poder
Recuperação dos presídios brasileiros
Comissão da verdade
Harmonia, fraternidade e justiça em sintonia com a verdade

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Tolerância zero com a corrupção


Aí pelos idos de 1960, ouvi de um professor de português que o Estadão era um dos quatro melhores jornais do mundo em veracidade e credibilidade de notícias. Desde então tenho acompanhado esse prestigioso jornal.
Pois bem, no editorial de hoje, o Estadão explicita, como opinião oficial, que há um ruidoso contingente de eleitores que apoiam o ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro porque este propugna “o apoio à tortura, defesa da ditadura militar, hostilidade a minorias em geral e nacionalismo bronco”.
Supondo que essa assertiva seja adequadamente contextualizada e verdadeira, seria razoável, para não dizer ético, que o editorialista asseverasse também que há um silencioso contingente, correspondente a dezenas de vezes maiores que aqueles mencionados na admitida hipótese, que apoiam Bolsonaro por acreditar na verdade e na liberdade, como pilares da democracia, especialmente porque com a atitude dos políticos brasileiros — aí incluídos todos os últimos presidentes da República — suportando os maiores escândalos de corrupção da história da humanidade, não se pode defender a hipocrisia de que a democracia e seus fundamentos basilares estejam sendo vivenciados com plenitude em nosso maltratado país.

Gostaria de sugerir que o Estadão não desminta meu talentoso professor do início da segunda metade do século passado. É preciso pois que os leitores tomem conhecimento de o que cidadãos crentes na verdade, livres e defensores da harmonia coletiva e institucional esperam do maior mandatário da República — ética, decência e tolerância zero com a corrupção.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Perfil de Glenn Greenwald

Alguém postou no Youtube uma matéria do programa de TV americano "Democracy Now", em que o jornalista Glenn Greenwald, falando do Rio de Janeiro, apresenta sua visão da realidade política brasileira, com uma apologia do condenado à justiça Luís Lula da Silva. É imperioso avaliar esse jornalista. 
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Glenn Greenwald é americano.
É advogado.
É jornalista e escritor laureado.
É casado e seu marido é o brasileiro David Miranda.
Mudou-se para o Brasil porque as leis brasileiras são mais flexíveis em relação à sua condição pessoal do que as dos Estados Unidos.

É considerado persona non grata por boa parcela de americanos:
(i)  por ter denunciado a infiltração da CIA em investigação envolvendo sua agente, Laura Poitras, e personagens do governo Bush;
(ii) por ter a sua publicação The Intercept divulgado, pela primeira vez, fotos secretas da National Security Agency; e
(iii) por ter apoiado e divulgado as informações secretas dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, fornecidas por Edward Snowden, traidor e desertor, vivendo atualmente na Rússia.
Greenwald continua vivendo no Brasil, especialmente, porque se estivesse em sua pátria poderia ser preso.
Por suas posições e ações dificilmente poderia morar nos países dos chamados Cinco Olhos: Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.

É defensor da concessão de asilo, pelo Brasil, para Edward Snowden — para isso, buscou apoio da população brasileira, por meio de campanha de assinaturas pela Internet.
Tem algum trânsito na rede Globo, tendo fornecido documentos secretos do NSA que foram noticiados no programa Fantástico de 08/09/2013.

Greenwald é a favor e defende a tese de que o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef foi um golpe de estado, uma trama das elites políticas brasileiras com auxílio da mídia corporativa para tomar o poder executivo através da atuação de parlamentares no âmbito das instituições públicas.
Foi o primeiro jornalista estrangeiro a ser contemplado com uma entrevista exclusiva com a presidente Dilma Roussef.
É considerado por alguns intelectuais como um “ativista da causa petista”, que produz o que eles consideram ‘desinformação’.
Como resposta à assertiva anterior, declarou que a imprensa tradicional brasileira está irritada por não poder mais controlar as informações que os brasileiros recebem, e o jornal “Estadão” estaria demonstrando uma mentalidade típica de quem aplaudiu a ditadura militar — aplaudiu mesmo?

Greenwald desconhece ou conhece as circunstâncias que envolvem seu favorito PT, isto é: os advogados brasileiros (militando na Polícia Federal, no Ministério Público Federal e na Justiça Federal) encarceraram:
(a) dois ex-presidentes do PT;
(b) três ex-tesoureiros do PT;
(c) o líder do último  governo do PT na Câmara dos Deputados; e
(d) o líder do último governo do PT no Senado Federal.
Essas autoridades do PT foram presas, sob a liderança do patrono do maior escândalo de corrupção da história da humanidade (fundador do PT e também já condenado pelos advogados brasileiros), que ele, Greenwald, defende com candura, apego e pertinácia, fazendo os estrangeiros exercerem sua crença, em face da prática da máxima de Lênin e Goebels: repita a mentira centenas milhares de vezes, e ela triunfará inapelavelmente como a mais absoluta verdade.
No primeiro caso, se ele desconhece as circunstâncias citadas, então, apesar das láureas é um incompetente. No segundo caso, se ele conhece, então, é o mais sacripanta dos canalhas.


Comprometendo-nos com a verdade e a liberdade, exerçamos a faculdade de avaliar a honestidade, a estatura ética e a confiabilidade do jornalista Glenn Greenwald.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mensagem para a APC



Prezado Sr. / Sra.

Em minha residência, tenho 5 nobreaks:
- 3 APC Back UPS 600 115/220 V;
- 1 APC Back UPS ES 600 BE 600N-BR 110/220 V; e
- 1 APC Back UPS ES 600 BE 600-BR 110/220 V.

Quatro estão funcionando satisfatoriamente, isto é, com energia da concessionária (que é 220 V +/– 10%), esses nobreaks fornecem 110 V +/– 10%. Com falta de energia da concessionária, pelo menos durante 15 minutos, a tensão se mantém em cerca de 110 V +/– 10%. Ademais, em tomada de 3 terminais, entre um terminal externo e o terminal do meio, a tensão dos terminais externos se repete (110 V +/– 10%); e entre o outro terminal externo e o terminal do meio a tensão é zero. Até 15 minutos após a queda de energia da concessionária, a tensão se mantém.

O quinto nobreak (o BE 600-BR) está com defeito. Com energia da concessionária, entre os terminais externos da tomada, ele fornece 110 V +/– 10%; a tensão entre um terminal externo e o terminal do meio é cerca de 30 V; e entre o outro terminal externo e o terminal do meio, a tensão é cerca de 60 V. Com falta de energia da concessionária, a tensão entre um terminal externo da tomada e o terminal do meio é cerca de 53 V; e entre o outro terminal externo e o terminal do meio, a tensão é cerca de 60 V.

Para fazer as medições, usei um multímetro ANENG AN8001, "true RMS". Creio que os resultados dos 4 nobreaks com funcionamento satisfatório certificam o multímetro.

Pergunto:
(i) qual é a causa desse funcionamento anormal?
(ii) qual é o prejuízo para o equipamento que recebe a energia do nobreak?

(iii) qual é a orientação da APC para resolver o problema?

Atenciosamente,
ARS

domingo, 5 de novembro de 2017

A roda da história



A excelência não é portanto um feito e sim um hábito. (Aristóteles)

Li com atenção o artigo de um amigo grado. A opinião de uma pessoa jovem, educada e elegante em suas atitudes deve ser objeto de reflexão pelos mais velhos. Isso é inquestionável.
Penso que a verdade, a liberdade e a democracia permitem o diálogo. E o diálogo permite uma melhor compreensão da verdade, da liberdade e da democracia.
Então, essa recursividade me faz refletir e dialogar. Tento pois colocar algumas considerações sobre o tema sugerido.

No atinente à ideologia de gênero, há quem considere aberrações, senão todas, pelo menos a maioria das ideologias. Se submetida à contextualização devida, eu concordo com essa assertiva.

No passado, o nazismo e o comunismo — não raro, amenizado com a expressão socialismo real — foram aberrações, sendo que há pessoas que não desistiram dessas perversidades. O primeiro desencadeou a morte de mais de 30 milhões de pessoas e o comunismo similarmente empreendeu a morte de mais de 60 milhões de pessoas.

No presente — nos tempos atuais, eu enfatizo —, em nome de uma ideia, o Estado Islâmico perpetua a morte de milhares de pessoas em todo o mundo. Nessa primeira quadra do século atual, o Foro de São Paulo desenvolveu processos na América Latina que, no Brasil, resultaram no maior escândalo de corrupção da história da humanidade. De forma similar, a Venezuela — que pelo território, população e riquezas naturais, poderia se transformar em médio prazo no primeiro país desenvolvido da América do Sul —, transformou-se numa ‘cubona’, isto é, uma Cuba grande, pobre, sem liberdade, com a inverdade como paradigma e com a democracia inequivocamente conspurcada.

O que surpreende e apavora é que pela mesma motivação, há uma parcela expressiva que quer o mentor do Foro de São Paulo e responsável pelo mega-escândalo de volta à gestão máxima de nosso País. Conquanto possa ser “fake News”, não é improvável que seja veraz o testemunho de uma afirmação inexcedível do líder preferido de uma parcela de tupiniquins:
“Parodiando o etíope Aristotes, eu digo pros idiotas dos meus seguidor e adulador: ‘a corrupção não é portanto um feito e sim um hábito!’. Agora vocês vão vê! Eu tou estudano filosofia. A diferença entre eu e esses intelectual filósofo é que eles estuda e num aprende a usar o conhecimento pá pogredir!”

É forçoso inferir e admitir que há gente no mundo que ainda não acredita que o homem foi à Lua, nem  que John Lennon morreu; ainda não crê que a ideologia de gênero foi gestada e continua sendo praticada como forma de anestesiar as pessoas para a aceitação da apologia do socialismo, nem que o muro de Berlim caiu e que, como corolário, a disputa ideológica da Guerra Fria terminou em 1989. Portanto, àquela época, enganou-se Francis Fukuyama quando preconizou o fim da História ao declarar que “após a destruição do fascismo e do socialismo, a humanidade  atingiu o ponto culminante de sua evolução com o triunfo da democracia liberal ocidental sobre todos os demais sistemas e ideologias concorrentes.” Ele se esqueceu de que há esquecidos em todas a latitudes e pelas mais diversas razões. O pior é que na atual conjuntura esses privilegiados sábios — que dispõem com exclusividade apenas de memória RAM — querem impedir os outros de acreditar que a roda gira e gira, e segue, levando a reboque a História!