quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sumário

2017
Pensar com o cérebro
Crise do governo Temer II
Crise do governo Temer I
Verdade histórica
Gramscismo - utopia e realidade
Revolução da Vida
O livro que abraça
Processos da Lava Jato
O fim do mundo
Ataque na Síria II
Ataque na Síria I
Conquista da democracia
FHC e João Dória Jr
Coragem, honestidade e verdade
Autofagia intelectual
Estatura, coragem e lucidez
Um único brejo
(Des)governança do Brasil
Maconha, glamourização e realidade
Transformação
Presídios brasileiros

2016
A democracia brasileira
Constituição e os supersalários
Reconstrução da Chapecoense
Virtude ou delito
Ser, pensar, saber e a verdade
O estadista e a liturgia da decisão
Templo da democracia
Pacto humano
Hipotética fuga de Lula
Covardia
Ocupação das escolas
Transformações
IDEIA
Plano estratégico para o Brasil
Lentidão e leniência supremas
Falecimento do Carlos Alberto
Aprendizado na Suprema Corte
Transformações sociais e políticas
Justiça e paz social
Ensinamentos históricos
Os meninos de Brasília
Sonhar para vencer a utopia
Herança ética e espiritual
Protestos furiosos dos lulopetistas
Não tão tarde
Indigência de estadistas e outras
Dilemas corruptivos
Gratidão da sociedade
Blindagem da Operação Lava Jato
A virtude como norma
Contradição do poder
Assalto ao sítio em Atibaia
Brasil surreal
Tempos de resiliência
Patologia social, política e jurídica
Construção de um país solidário e justo
Prevalência da justiça
Pedra fundamental da democracia
Responsabilidade
Pensar com liberdade, atuar com independência

2015
Operação Lava Jato
Os militares e a democracia
A essência da democracia
Golpe institucional
Fronteira do insustentável
Honra e liderança
Canção do Expedicionário e Hino Nacional
A derrota do comunismo no Brasil
Polêmica da irresponsabilidade - III
Polêmica da irresponsabilidade - II
Polêmica da irresponsabilidade - I: Moral, reputação e biografia
Pedaladas e governabilidade
Decência, ética e respeito
ONU Vinci 2015 - Proposta de Resolução #1
ONU Vinci 2015 - Documento de Posição da Alessandra
ONU Vinci 2015 - O Paquistão e as energias renováveis
O ensino e a essência do regime democrático
Legitimidade eleitoral e ética
Mensagem para a Apple
Fatos e factóides -- ética, mentira e corrupção
Mensagem para o sobrinho Giovanni
A verdade
Pais autoritários ou pais com autoridade?
A punição de Neymar e os parafusos trocados
Investimentos chineses no Brasil
O maior jogador de futebol de todos os tempos
Só a mudança é permanente
Sabatina de candidato a Ministro do STF
O nascimento de Laura
Reagir ou piorar
Senso ético de senhoras idosas
Picaretas e achacadores
Velha senhora
Cidadãos, políticos e intelectuais
Cômico se não fosse trágico
Sócrates, Zamperini e Hawking
Clostermann e Saint-Exupéry
Dúvida não-socrática: irritar-se ou não?
Otimismo incorrigível

2014
Distensão Estados Unidos versus Cuba
Práxis política
Autonomia tecnológica e estratégica
Bolsa-esmola e bolsa-caviar
Um salto para frente
Mensalão e pré-salão
Lideranças despreparadas
Hannah Arendt e Marina Silva
A eleição presidencial de 3 de outubro
Satisfação, coincidência e estranheza
De Rochedo para La Rochelle, .... e Bélgica
A grande oportunidade
Zuniga and Neymar - Message to New York Times
Indigência intelectual e pobreza de estadistas
Moral superiority - Message to New York Times
A abertura da Copa do Mundo e as ofensas correlatas
Memórias -- Um brasileiro no dia D e os brasileiros na Itália
A vida oculta de um ditador
Duvido, logo penso, logo existo
Suíte presidencial na Papuda
O flagelo petista (ou a conectividade entre futebol, política, ciência e música)
Coragem intelectual e ética
Por que no te callas?
Demanda-se oposição
Metáfora petista

2013
Quadrilha dos onze
Apenas a verdade
O que pode e o que não pode
Talento, trabalho, produção e poupança
Pensar e inovar
A better notion of History -- Message to New York Times
Uma Cubona

2012
Alternância de poder
Recuperação dos presídios brasileiros
Comissão da verdade
Harmonia, fraternidade e justiça em sintonia com a verdade

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Pensar com o cérebro

Brilhante o artigo “O seu destino por um fio“ (Estadão de 7 de junho). No texto, o sr. Fernão Lara usou inexcedível talento, integridade intelectual e moral para asseverar “já o juiz venezuelizante é o milico de 64 modelo 2017, mas sem a reserva moral. Cava a entrada no jogo by-passando a regra porque é imoral. E este é vitalício. Não tem compromisso nenhum com o instituto do voto nem com a ideia de representação.”
Cabem indagações. Para quem está falando o sr. Fernão Lara? Em nome de quem está falando o sr. Fernão Lara? Do sr. Ruy Mesquita, do sr. Júlio de Mesquita? É difícil crer; eles se foram e merecem ser poupados. Ou em nome da intelectualidade, dos políticos e dos empresários?
Ou está falando em nome do nazi-comunismo? Refiro-me ao nazismo que torturou e assassinou 6 milhões de seres humanos, na década de 1940, na Alemanha — os nazistas torturavam pela fome durante muitos dias e depois encerravam o sofrimento nos fornos de cremação; e ao comunismo que torturou e assassinou 7 milhões de seres humanos, no mesmo período, na Ucrânia — os comunistas torturavam pela fome durante muitos dias e depois perpetuavam o sofrimento, pela fome, até a morte, atribuindo-se vantagem quantitativa e qualitativa em relação a seus congêneres.
Por desnecessário, deixo de relatar minha trajetória profissional e acadêmica, no Brasil e no exterior. Mas de qualquer sorte, o sr. Fernão Lara sabe com quem está falando? Por uma questão lógica e racional, exponho quem sou e ressalto minhas motivações.
 Aos cinco anos meu pai, um lavrador semianalfabeto, despendeu um magnífico esforço para me ensinar a ler, escrever e fazer as quatro operações. Ele chegou ao ponto em que eu passei a perceber e mencionar erros no que ele me ensinava. Ele reagiu com a rudeza que o caracterizava:
— Você aprenda do jeito que estou lhe ensinando. Mais tarde, você trate de aprender a coisa do jeito correto!.
Aos seis anos ele comprou uma pequena enxada e disse:
— Nessa questão das letras, já te ensinei tudo o que eu sabia. Agora você vai ver como trabalhar na enxada, dia após dia.
A partir daí, eu tinha que ir para a roça ajudá-lo nas lides da obtenção de alimentos. Quase tudo era produto dos braços dele. Passados seis meses ele afirmou:
— Agora, você sabe ler, escrever e fazer as quatro operações. E sabe também o que é pegar no cabo do guatambu, de sol a sol. Então, você tem que me dizer o que pretende: estudar e levar uma vida boa ou fazer como eu e derramar suor o tempo todo, não importando a estação do ano.
Quando fiz menção de responder, ele disse:
— Não. Você vai levar isso pro travesseiro, vai pensar bem e amanhã, eu quero a resposta.
No dia seguinte, na mesma hora, na parada de descanso, para fumar o palheiro, ele repetiu a pergunta. Sem hesitação, respondi que queria estudar. Ele enfatizou que tinha um problema. Eu iria para a cidade para a pensão da Isabel e do Chiquinho Madureira. Eles aceitaram me hospedar, mas como ele só tinha a metade do dinheiro prá pagar a mensalidade, eles propuseram que eu dormisse na rede em um corredor e aí eles faziam a metade do preço. Meu pai insistiu que a decisão era minha. Mantive a resposta e ele acrescentou:
— Às vezes, você vai ter vontade de chorar. Não vai ter ninguém prá te amparar. Enxugue a lágrima e pense que vou me esforçar e, daqui a alguns anos, vamos morar na cidade para que seus irmãozinhos também possam estudar. Aí, choraremos juntos, de alegria.
(Texto extraído do rascunho de um livro que estou escrevendo para minhas filhas, cujo nome provisório é ‘Uma trajetória diferente das demais’).
Suponho que tenha ficado claro porque passei uma parcela de minha vida construindo moradias, especialmente, para pessoas de baixa renda; uma parcela em sala de aula, transmitindo para alunos modestos o pouco que sabia (aos 23 anos, no ensino médio, e após o mestrado, na faculdade); e uma parcela à frente de projetos de pesquisa e desenvolvimento, porfiando pela redução da dependência externa.

Esta mensagem objetiva lembrar aos canalhas, aos imersos em má fé e aos covardes que os militares de 1964 (os milicos, como o articulista se refere com intenção depreciativa) combateram, venceram e impediram a prevalência do nazi-comunismo no Brasil. Cometeram erros, mas relembrá-los com a ênfase habitual  e típica de uma amostra do universo brasileiro, ignorando os acertos, macula a verdade e expressa canalhice, má fé e covardia recorrentes. Espero que o sr. Fernão Lara Mesquita (sic) a entenda, e se entender, é inequívoco que ele deve uma explicação. Que não pense pelos glúteos, agredindo indistintamente. Que utilize sua integridade intelectual e moral — com o cérebro e poupando as terminações  glúteas — para transmitir lição e agredir somente aqueles que, na sua visão, possam ter cometido atos reprováveis.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Crise do governo Temer II

Para evitar severa condenação por corrupção e outros crimes, Joesley Batista, um dos proprietários da empresa JBS, maior exportadora mundial de carnes in natura e processadas, fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
A acusação principal envolve financiamento ilegal de campanhas políticas do ex-presidente Lula da Silva, ex-presidente Dilma Roussef, presidente Michel Temer e senador Aécio Neves (que perdeu a última eleição presidencial para a sra. Roussef), bem como de mais de mil e oitocentos candidatos (a cargos dos poderes executivo e legislativo, estaduais e municipais) de mais de vinte partidos, nas últimas eleições.
  A divulgação da notícia envolvendo altas autoridades da República — realizada de forma inexplicável e suspeita pelas Organizações Globo — ocasionou uma das maiores crises políticas e econômicas do Brasil nos últimos 30 anos. Entre os aspectos controversos dessa crise, constata-se que o empresário Joesley Batista e seu irmão Wesley Batista:
  • provocaram o escândalo;
  • no dia seguinte à divulgação da delação, impactaram severamente a Bolsa de Valores, com queda de 10% no índice da comercialização de ações, e o mercado de moedas estrangeiras, com alta de 9% no valor do dólar;
  • antes da crise, venderam ações da empresa em alta e compraram dólares a preço estável;
  • venderam os dólares em alta e recompraram as ações da empresa em baixa, com lucros estimados em cerca de meio bilhão de reais;
  • detonaram o governo Temer, eleito vice-presidente pelos integrantes do PT em 2014, e investido na presidência da República em 2016, em face do impeachment da sra. Roussef;
  • deram uma enorme ajuda às Organizações Globo, que estariam em dificuldades financeiras — o jornal O Globo e a TV Globo divulgaram a crise com estardalhaço inusitado e chocante parcialidade, durante os últimos quatro dias;
  • fizeram a alegria dos nazi-comunistas, de seus herdeiros caçulas, os petistas, e dos demais assemelhados;
  • escaparam das garras da justiça de Curitiba, notabilizada pela severidade e celeridade com julga e condena os crimes de corrupção descobertos pela Operação Lava-Jato;
  • inexplicavelmente, não foram sequer presos pela justiça de Brasília;
  • viajaram para os Estados Unidos, onde anteriormente compraram mais de 50 empresas com o dinheiro roubado do BNDES, crime perpetrado com a cumplicidade do Lula e da Dilma; e
  • contribuíram para continuar a desmoralização da política, da justiça e da economia brasileiras.
Em consequência enviei para o Estadão a seguinte mensagem:

“Políticos enlamearam a trajetória, empresários conspurcaram as riquezas, operadores da justiça ignoraram a voz da Carta Magna e setores da mídia homologaram tudo isso. Inferências: (i) a democracia brasileira foi transformada numa pocilga malcheirosa — a linguagem não está adequada, mas a imagem é uma metáfora perfeita; (ii) a indignação se tornou o valor principal da nacionalidade; (iii) o País tem solução? Claro! Terremotos, tsunamis, meteoros! Enormes; (iv) discurso contraditório: não tem solução! O Brasil não dispõe de estadistas.”

domingo, 21 de maio de 2017

Crise do governo Temer I

A imprensa brasileira tratou à exaustão da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista — donos da empresa JBS, maior exportadora de carnes do mundo — atinente aos financiamentos majoritariamente irregulares de quase dois mil candidatos a cargos eletivos nas eleições federais, estaduais e municipais de 2014, englobando mais de vinte partidos, com ênfase para as campanhas presidenciais do PT, PMDB e PSDB.
Estamos diante de um show de esperteza, recorde de burrice ou armadilha para salvação da própria pele? O Brasil todo assistiu dois ladrões espertos demonstrarem publicamente o nível de estupidez das autoridades brasileiras (ou a burrice já estava prevista no plano?).

1. Os irmãos Metralhas (ou Canalhas):
             (i)   venderam ações da empresa em alta;
           (ii)   compraram dólares a preço estável;
          (iii)   provocaram o escândalo;
         (iv)   venderam os dólares em alta e recompraram as ações da empresa em baixa;
           (v)   destroçaram a economia brasileira que tinha começado o processo de recuperação; 
         (vi)   detonaram o governo Temer, eleito pelos integrantes do PT em 2014;
        (vii)   escaparam das garras da justiça de Curitiba;
      (viii)   não foram sequer presos pela justiça de Brasília;
          (ix)   viajaram para os Estados Unidos, onde empregaram o dinheiro roubado do BNDES, com a cumplicidade do Lula e da Dilma; e
           (x)   contribuíram para continuar a desmoralização da política, da justiça e da economia brasileiras.

2. Perguntas que não querem calar:
            (i)   qual é a verdade?
           (ii)   parece tema de teatro ou os Metralhas (ou Canalhas?) deram um drible no processo judicial tupiniquim?
         (iii)   a armadilha para derrubar o presidente Temeroso foi tão sibilina que premiaram os irmãos Metralhas (ou Canalhas?) com liberdade garantida e devolução simbólica dos bilhões roubados do BNDES.
         (iv)   qual é a meta colimada nesse enredo?
          (v)   promover o retorno de Lula, responsável pela gênese do maior escândalo de corrupção da História?
         (vi)   por que tantos (políticos, artistas, intelectuais, cientistas e cidadãos comuns) demonstram apoio aos implicados nessa maracutaia de dimensões planetárias?

(Com o estímulo de mensagem para o Estadão de de J. A. Guimarães, 21/5/2017)