terça-feira, 24 de abril de 2018

SUMÁRIO

"O lavrador perspicaz conhece
o caminho do arado".

Homenagem a Oscar Barboza Souto
antigo lavrador.
In Memoriam.

2017
2018

Tolerância zero com a corrupção
Perfil de Glenn Greenwald
Mensagem para a APC
A roda da história
Ideologia de gênero
Verdade, liberdade e democracia
Caos e intervenção militar
Reforma dos sistemas judiciais e políticos
Faca nos dentes
Proteção às crianças
Esquerda e direita
Pensar com o cérebro
Crise do governo Temer II
Crise do governo Temer I
Verdade histórica
Gramscismo - utopia e realidade
Revolução da Vida
O livro que abraça
Processos da Lava Jato
O fim do mundo
Ataque na Síria II
Ataque na Síria I
Conquista da democracia
FHC e João Dória Jr
Coragem, honestidade e verdade
Autofagia intelectual
Estatura, coragem e lucidez
Um único brejo
(Des)governança do Brasil
Maconha, glamourização e realidade
Transformação
Presídios brasileiros

2015
2016

Operação Lava Jato
Os militares e a democracia
A essência da democracia
Golpe institucional
Fronteira do insustentável
Honra e liderança
Canção do Expedicionário e Hino Nacional
A derrota do comunismo no Brasil
Polêmica da irresponsabilidade - III
Polêmica da irresponsabilidade - II
Polêmica da irresponsabilidade - I: Moral, reputação e biografia
Pedaladas e governabilidade
Decência, ética e respeito
ONU Vinci 2015 - Proposta de Resolução #1
ONU Vinci 2015 - Documento de Posição da Alessandra
ONU Vinci 2015 - O Paquistão e as energias renováveis
O ensino e a essência do regime democrático
Legitimidade eleitoral e ética
Mensagem para a Apple
Fatos e factóides -- ética, mentira e corrupção
Mensagem para o sobrinho Giovanni
A verdade
Pais autoritários ou pais com autoridade?
A punição de Neymar e os parafusos trocados
Investimentos chineses no Brasil
O maior jogador de futebol de todos os tempos
Só a mudança é permanente
Sabatina de candidato a Ministro do STF
O nascimento de Laura
Reagir ou piorar
Senso ético de senhoras idosas
Picaretas e achacadores
Velha senhora
Cidadãos, políticos e intelectuais
Cômico se não fosse trágico
Sócrates, Zamperini e Hawking
Clostermann e Saint-Exupéry
Dúvida não-socrática: irritar-se ou não?
Otimismo incorrigível



A democracia brasileira
Constituição e os supersalários
Reconstrução da Chapecoense
Virtude ou delito
Ser, pensar, saber e a verdade
O estadista e a liturgia da decisão
Templo da democracia
Pacto humano
Hipotética fuga de Lula
Covardia
Ocupação das escolas
Transformações
IDEIA
Plano estratégico para o Brasil
Lentidão e leniência supremas
Falecimento do Carlos Alberto
Aprendizado na Suprema Corte
Transformações sociais e políticas
Justiça e paz social
Ensinamentos históricos
Os meninos de Brasília
Sonhar para vencer a utopia
Herança ética e espiritual
Protestos furiosos dos lulopetistas
Não tão tarde
Indigência de estadistas e outras
Dilemas corruptivos
Gratidão da sociedade
Blindagem da Operação Lava Jato
A virtude como norma
Contradição do poder
Assalto ao sítio em Atibaia
Brasil surreal
Tempos de resiliência
Patologia social, política e jurídica
Construção de um país solidário e justo
Prevalência da justiça
Pedra fundamental da democracia
Responsabilidade
Pensar com liberdade, atuar com independência

2013
2014
Quadrilha dos onze
Apenas a verdade
O que pode e o que não pode
Talento, trabalho, produção e poupança
Pensar e inovar
A better notion of History -- Message to New York Times
Uma Cubona






2012
Alternância de poder
Recuperação dos presídios brasileiros
Comissão da Verdade

Distensão Estados Unidos versus Cuba
Práxis política
Autonomia tecnológica e estratégica
Bolsa-esmola e bolsa-caviar
Um salto para frente
Mensalão e pré-salão
Lideranças despreparadas
Hannah Arendt e Marina Silva
A eleição presidencial de 3 de outubro
Satisfação, coincidência e estranheza
De Rochedo para La Rochelle, .... e Bélgica
A grande oportunidade
Zuniga and Neymar - Message to New York Times
Indigência intelectual e pobreza de estadistas
Moral superiority - Message to New York Times
A abertura da Copa do Mundo e as ofensas correlatas
Memórias -- Um brasileiro no dia D e os brasileiros na Itália
A vida oculta de um ditador
Duvido, logo penso, logo existo
Suíte presidencial na Papuda
O flagelo petista (ou a conectividade entre futebol, política, ciência e música)
Coragem intelectual e ética
Por que no te callas?
Demanda-se oposição
Metáfora petista














Crônica da hiena

Em uma programa de TV, a pré-candidata à Presidência, Marina Silva, questionada pelos entrevistadores sobre o Bolsonaro, respondeu comparando-o à hiena, o animal que se alimenta de lixo e outros materiais em decomposição. Então, a análise comporta duas reações. Elas são apresentados a seguir.

Crônica motivada pelo fígado
O Bolsonaro se alimenta das percepções e aspirações do povo brasileiro. Se a Marina considera esses sentimentos alimento de hiena, aí não dá para dialogar. É uma atitude que os cidadãos não merecem.
Para adquirir um pouquinho de polidez, bons modos e qualificação política, a senhora Marina precisa se alimentar melhor. A oxigenação do cérebro melhora e o metabolismo intelectual torna-se menos ruim.
Sugiro como dieta básica aquilo que a hiena elimina após a alimentação. Em qualquer circunstância, para estar capacitada a consumir o produto do metabolismo da hiena, ela precisa melhorar muito.
Como ela tem dificuldade para metabolizar o pensamento, eu interpreto: ela precisa melhorar muito para se tornar apenas horrível.
As mulheres são maravilhosas, como mães, esposas, chefes de família, dirigentes do setor público e privado, parceiras e amigas. Que pena que a senhora Marina tenha tanta facilidade para conspurcar o universo feminino — tão sublime, encantador, digno e fundamental!

Crônica motivada pela razão
A senhora Marina reconheceu o valor do pré-candidato Bolsonaro, especialmente agora que o balão de ensaio pré-candidato Joaquim Barbosa está sendo empinado pela imprensa. Ela arriscou uma provocação para motivar reação e, como consequência, tentar ampliar a polarização entre si própria e o Bolsonaro.
Qualquer resposta do Bolsonaro ou de seu estafe deve levar isso em conta. É essencial não se colocar no nível dela. Ela deve ser deixada em um patamar abaixo. A reação deve ser formulada por um político da equipe, poupando o Bolsonaro de intervir em uma questão que deve ser minimizada.

Ademais, a resposta deve ser contundente, no sentido intelectual, mas não deve agredir qualquer eleitor.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Crônica da liberdade

Escola militarizada

A propósito de um vídeo com palestra sobre o tema, extremamente otimista, construtiva, crítica e realista, a liberdade aflora no nível da essência.

Se você é a favor ou contra, veja o vídeo.
Se você é favor mas quer se tornar contra, ou se é contra mas quer se tornar a favor, veja o vídeo.
Se você não é a favor nem contra e prefere ficar sobre o muro, então construa o muro.
Se você não é a favor nem contra e não quer construir o muro, então vá para aquele lugar — idílico, encantado, mágico.

Alguém foi. Chegando lá, perguntou para a mãe:
Mãezinha, quem é meu pai?
Não sei. Ela respondeu.
Mas como assim? Replicou.
É assim que funciona. A mãe treplicou.
Então o que sou? Perguntou curioso.
Você é um produto da liberdade! Finalizou a mãe.


Moral da crônica: a liberdade pode ser vivenciada, mas pode ser uma opção livre ou uma imposição livre. Você é livre para escolher. É livre também para ver o vídeo [*]. Veja-o!

[*] Vídeo — Palestra do diretor de escola militarizada do RN







domingo, 22 de abril de 2018

Reviravolta no voto

No artigo “Joaquim” (Estadão, A6, 22 de abril), a sempre talentosa, elegante e alegre senhora Eliane Catanhêde afirma que “[ele] disputa com Bolsonaro a imagem de “não-político”, verdadeira no caso do ex-ministro e falsa no do ex-militar, que não só faz política há um quarto de século como pôs a ex-mulher e os outros três filhos na política.”
Vejam com que sutileza ela o associa à clivagem da realidade e à falsidade — em algum momento, ele se declarou não parlamentar? A condição de “Não-político”, no caso dele, significa não realizar o que os políticos fazem na atualidade. Dúvidas há? É só perguntar em Curitiba. Mas vejam também com que excesso de acuidade, ela usa expressão ambígua e com um lado falso. O senhor Bolsonaro não pôs seus familiares na condição de parlamentares. Foram os eleitores que o fizeram, mediante a convocação assentada em propostas sempre fundadas na correção e nos bons costumes.
Por  integridade e coerência, Nelson Rodrigues, ululando e contorcendo-se onde se encontra, inferiria que a quase totalidade dos formadores de opinião valem-se de qualquer assunto — por exemplo, a influência da propulsão da pulga nos projetos espaciais do senhor Elon Musk — para a inclusão de alguma asserção negativa sobre o senhor Bolsonaro. É a regra nas redações, laboratórios de mídia ou em qualquer cabeça provida ou desprovida de interações neuronais ajustadas. Muitos resolveram que ele e os cidadãos deste maltratado rincão não podem aspirar à mudança, com o fim da contravenção rotineira do dia a dia, seja no lar, na rua e alhures; e da criminalidade nas casas legislativas e nos palácios executivos.
Em face da imperiosa prevalência da verdade, proponho que a senhora Catanhêde realize uma entrevista com o candidato incorruptível (ênfase máxima para esse atributo!) e o questione sobre aspectos a serem comentados em suas crônicas. Só há uma questão preocupante. O senhor Bolsonaro também é elegante e alegre; e aí reside o perigo. Todos não sabemos o que isso pode dar. Afinal, é incerto o desfecho de ações que envolvam uma entusiasmada candidata a avó. É! A maturidade revela surpresas.

Mentes criativas e não completamente higienizadas! Por favor! O que está em causa é a possibilidade de a articulista não mais propalar informações negativas sobre o candidato; e a surpreendente e concreta viabilidade da pirueta: votar nele!