segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sumário

2017
Coragem, honestidade e verdade
Autofagia intelectual
Estatura, coragem e lucidez
Um único brejo
(Des)governança do Brasil
Maconha, glamourização e realidade
Transformação
Presídios brasileiros

2016
A democracia brasileira
Constituição e os supersalários
Reconstrução da Chapecoense
Virtude ou delito
Ser, pensar, saber e a verdade
O estadista e a liturgia da decisão
Templo da democracia
Pacto humano
Hipotética fuga de Lula
Covardia
Ocupação das escolas
Transformações
IDEIA
Plano estratégico para o Brasil
Lentidão e leniência supremas
Falecimento do Carlos Alberto
Aprendizado na Suprema Corte
Transformações sociais e políticas
Justiça e paz social
Ensinamentos históricos
Os meninos de Brasília
Sonhar para vencer a utopia
Herança ética e espiritual
Protestos furiosos dos lulopetistas
Não tão tarde
Indigência de estadistas e outras
Dilemas corruptivos
Gratidão da sociedade
Blindagem da Operação Lava Jato
A virtude como norma
Contradição do poder
Assalto ao sítio em Atibaia
Brasil surreal
Tempos de resiliência
Patologia social, política e jurídica
Construção de um país solidário e justo
Prevalência da justiça
Pedra fundamental da democracia
Responsabilidade
Pensar com liberdade, atuar com independência

2015
Operação Lava Jato
Os militares e a democracia
A essência da democracia
Golpe institucional
Fronteira do insustentável
Honra e liderança
Canção do Expedicionário e Hino Nacional
A derrota do comunismo no Brasil
Polêmica da irresponsabilidade - III
Polêmica da irresponsabilidade - II
Polêmica da irresponsabilidade - I: Moral, reputação e biografia
Pedaladas e governabilidade
Decência, ética e respeito
ONU Vinci 2015 - Proposta de Resolução #1
ONU Vinci 2015 - Documento de Posição da Alessandra
ONU Vinci 2015 - O Paquistão e as energias renováveis
O ensino e a essência do regime democrático
Legitimidade eleitoral e ética
Mensagem para a Apple
Fatos e factóides -- ética, mentira e corrupção
Mensagem para o sobrinho Giovanni
A verdade
Pais autoritários ou pais com autoridade?
A punição de Neymar e os parafusos trocados
Investimentos chineses no Brasil
O maior jogador de futebol de todos os tempos
Só a mudança é permanente
Sabatina de candidato a Ministro do STF
O nascimento de Laura
Reagir ou piorar
Senso ético de senhoras idosas
Picaretas e achacadores
Velha senhora
Cidadãos, políticos e intelectuais
Cômico se não fosse trágico
Sócrates, Zamperini e Hawking
Clostermann e Saint-Exupéry
Dúvida não-socrática: irritar-se ou não?
Otimismo incorrigível

2014
Distensão Estados Unidos versus Cuba
Práxis política
Autonomia tecnológica e estratégica
Bolsa-esmola e bolsa-caviar
Um salto para frente
Mensalão e pré-salão
Lideranças despreparadas
Hannah Arendt e Marina Silva
A eleição presidencial de 3 de outubro
Satisfação, coincidência e estranheza
De Rochedo para La Rochelle, .... e Bélgica
A grande oportunidade
Zuniga and Neymar - Message to New York Times
Indigência intelectual e pobreza de estadistas
Moral superiority - Message to New York Times
A abertura da Copa do Mundo e as ofensas correlatas
Memórias -- Um brasileiro no dia D e os brasileiros na Itália
A vida oculta de um ditador
Duvido, logo penso, logo existo
Suíte presidencial na Papuda
O flagelo petista (ou a conectividade entre futebol, política, ciência e música)
Coragem intelectual e ética
Por que no te callas?
Demanda-se oposição
Metáfora petista

2013
Quadrilha dos onze
Apenas a verdade
O que pode e o que não pode
Talento, trabalho, produção e poupança
Pensar e inovar
A better notion of History -- Message to New York Times
Uma Cubona

2012
Alternância de poder
Recuperação dos presídios brasileiros
Comissão da verdade
Harmonia, fraternidade e justiça em sintonia com a verdade

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Coragem, honestidade e verdade


           O artigo “Precisamos falar sobre Bolsonaro”, do senhor Leonardo Cavalcanti (Correio Braziliense de 20 de fevereiro) analisa os possíveis candidatos da eleição presidencial de 2018. Nesse sentido, é oportuno asseverar que o texto contém uma virtude: a proposição de debate sobre o provável candidato Bolsonaro; e um vício: a assertiva de que os oponentes do Bolsonaro são sábios e os demais são idiotas. 
           De um lado, o senhor Cavalcanti se despoja dos erros dos adversários do senhor Trump — a mídia, os intelectuais e os democratas americanos asseveravam que ele perderia inapelavelmente; de outro, ele abraça-os com inexplicável inconformismo — de forma similar ao que ocorreu no vizinho do norte, atribuindo a outros todos os defeitos possíveis. 
           Por imperioso, é razoável asseverar que constitui engano fatal alguém pensar que está sempre certo e os oponentes inequivocamente errados. Ademais, repetir erro já cometido não é prova de lucidez
           Por último e fundamentalmente importante, é fácil inferir que, no deserto de ética e honestidade da política brasileira, basta a um político ter coragem, não se deixar corromper e falar a verdade, para ganhar a eleição presidencial de 2018. É essa a práxis do Bolsonaro?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Autofagia intelectual


        Desde os primórdios da civilização, os intelectuais têm sido a referência da decência e da ética. Alternativamente, uma parcela dos intelectuais brasileiros tem se notabilizado pela defesa dos governos petistas que conseguiram a façanha de atingir os maiores índices de corrupção da história da Humanidade. A atitude de nossos escritores no recebimento do prêmio Camões 2016 é um indicador de autodestruição em estado puro. É imprescindível um hercúleo esforço para salvar o Brasil da condenação que políticos e intelectuais lhe impuseram; e, como se isso não bastasse, insistem em recuperar a nefasta faculdade autofágica.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estatura, coragem e lucidez

        No que concerne à sequência de decisões e medidas desastrosas adotadas pelo governo Temer, com a participação majoritária, no ministério e nos principais postos do Congresso, de políticos com graves acusações em corrupção; e o desencadeamento de propaganda do senhor Lula da Silva visando à eleição presidencial de 2018, coloco minhas ponderações.
       É imperioso que surja alguém para se opor de forma cristalina e pública contra os ministros de Estado e parlamentares acusados em processos em curso na Justiça de mal feitos de toda ordem; bem como contra o senhor Lula — três vezes declarado réu pela Justiça no âmbito da Operação Lava-Jato. É preciso estatura política para tal atitude. É difícil mas deve ser tentado.
       Se não for possível, resta a ruptura institucional. Aí é preciso coragem. É difícil mas pode se tornar imprescindível.
       Em ambos os casos, é preciso lucidez. E as pessoas lúcidas precisam encorajar, primeiro alguém com estatura política; e, por último, se for o caso, alguém com coragem para desencadear o processo.
       O Brasil merece líderes com estatura de estadista e com comportamento ético inatacável. É possível construir uma sociedade solidária, generosa, fraterna e justa. Não é razoável desistir, omitir e acovardar.

       Desculpem-me todos. “Não se pode mudar o vento, mas é possível ajustar as velas para chegar ao destino.” (Confúcio)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Um único brejo

Diante da possibilidade de o senhor Lula da Silva lançar sua candidatura à presidência da República para a eleição de 2018, algumas ponderações são necessárias. 
No Brasil, existem cerca de 25% de petistas, 35% de indefinidos (nem sempre sabem exatamente o que são nem para onde querem ir) e 30% de conservadores. Restam 10%, que são cogitados apenas para caracterizar a imprecisão dos dados. Embora os dados sejam incertos, servem para a formulação de uma opinião.
Uma questão essencial é a existência de um político que sensibilize a maioria dos indefinidos, os 5 ou 10% de petistas insatisfeitos com a vida e os 5% ou 10% conservadores também insatisfeitos com sua realidade.
Outra questão essencial: se existe candiadato, quem é? Caiado, Bolsonaro, Alkmin, Doria, Carmem Lúcia, Rodrigo Maia, Regufe, Nelson Jobim, Moro, Joaquim Barbosa ou outro, hoje considerado improvável?
Se as questões essenciais (desta formulação) forem resolvidas, o Lula vai para o brejo; se não, nós é que iremos. Enfim, é preciso alguém com estatura e coragem para enfrentar o molusco, e desmenti-lo, desmascará-lo, desmistificá-lo e deixá-lo apenas com os fanáticos que afrontam o bom senso, a lógica e a razão.