sexta-feira, 24 de junho de 2016

Sumário

2016

Gratidão da sociedade
Blindagem da Operação Lava Jato
A virtude como norma
Contradição do poder
Assalto ao sítio em Atibaia
Brasil surreal
Tempos de resiliência
Patologia social, política e jurídica
Construção de um país solidário e justo
Prevalência da justiça
Pedra fundamental da democracia
Responsabilidade
Pensar com liberdade, atuar com independência

2015
Operação Lava Jato
Os militares e a democracia
A essência da democracia
Golpe institucional
Fronteira do insustentável
Honra e liderança
Canção do Expedicionário e Hino Nacional
A derrota do comunismo no Brasil
Polêmica da irresponsabilidade - III
Polêmica da irresponsabilidade - II
Polêmica da irresponsabilidade - I: Moral, reputação e biografia
Pedaladas e governabilidade
Decência, ética e respeito
ONU Vinci 2015 - Proposta de Resolução #1
ONU Vinci 2015 - Documento de Posição da Alessandra
ONU Vinci 2015 - O Paquistão e as energias renováveis
O ensino e a essência do regime democrático
Legitimidade eleitoral e ética
Mensagem para a Apple
Fatos e factóides -- ética, mentira e corrupção
Mensagem para o sobrinho Giovanni
A verdade
Pais autoritários ou pais com autoridade?
A punição de Neymar e os parafusos trocados
Investimentos chineses no Brasil
O maior jogador de futebol de todos os tempos
Só a mudança é permanente
Sabatina de candidato a Ministro do STF
O nascimento de Laura
Reagir ou piorar
Senso ético de senhoras idosas
Picaretas e achacadores
Velha senhora
Cidadãos, políticos e intelectuais
Cômico se não fosse trágico
Sócrates, Zamperini e Hawking
Clostermann e Saint-Exupéry
Dúvida não-socrática: irritar-se ou não?
Otimismo incorrigível

2014
Distensão Estados Unidos versus Cuba
Práxis política
Autonomia tecnológica e estratégica
Bolsa-esmola e bolsa-caviar
Um salto para frente
Mensalão e pré-salão
Lideranças despreparadas
Hannah Arendt e Marina Silva
A eleição presidencial de 3 de outubro
Satisfação, coincidência e estranheza
De Rochedo para La Rochelle, .... e Bélgica
A grande oportunidade
Zuniga and Neymar - Message to New York Times
Indigência intelectual e pobreza de estadistas
Moral superiority - Message to New York Times
A abertura da Copa do Mundo e as ofensas correlatas
Memórias -- Um brasileiro no dia D e os brasileiros na Itália
A vida oculta de um ditador
Duvido, logo penso, logo existo
Suíte presidencial na Papuda
O flagelo petista (ou a conectividade entre futebol, política, ciência e música)
Coragem intelectual e ética
Por que no te callas?
Demanda-se oposição
Metáfora petista

2013
Quadrilha dos onze
Apenas a verdade
O que pode e o que não pode
Talento, trabalho, produção e poupança
Pensar e inovar
A better notion of History -- Message to New York Times
Uma Cubona

2012
Alternância de poder
Recuperação dos presídios brasileiros
Comissão da verdade
Harmonia, fraternidade e justiça em sintonia com a verdade

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Gratidão da sociedade

[Matéria acolhida e divulgada no Fórum de Leitores do Estadão]
Fórum dos leitores – Estadão
24 de junho 2016 | 03h 00
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O Brasil melhora

Enquanto os ladrões ladram, a República de Curitiba prende, o Brasil melhora e a sociedade agradece.


Isabel Krause dos Santos Rocha Souto
souto49@yahoo.com – Brasília

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Blindagem da Operação Lava Jato

[Matéria acolhida e divulgada no Fórum de Leitores do Estadão]
Fórum dos leitores – Estadão
25 de maio de 2016 | 03h 00
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Blindagem da operação Lava Jato

Ao se permitir a gravação articulando a neutralização da Justiça Federal, o sr. Romero Jucá acabou prestando um bom serviço ao Brasil: na verdade, ele blindou a Operação Lava Jato. De um lado, os políticos se sentirão inibidos em suas recorrentes tentativas de barrar o combate à corrupção. De outro, os integrantes do Supremo Tribunal Federal se verão estimulados a intensificar iniciativas fortalecedoras do processo de redução das atividades políticas criminosas. Então, em vez de neutralizar juízes, procuradores e policiais, Romero Jucá neutralizou eventuais empreendedores de ações contrárias aos bons costumes éticos e morais. Não pairam dúvidas de que o sr. Jucá se revelou um antitrapalhão – aquele que desencadeia inexcedível estratégia em favor do adversário. A sociedade brasileira, em especial, as crianças e os velhinhos, agradecem.

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto
souto49@yahoo.com – Brasília

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

A virtude como norma

Considerando a suspensão, neste início de maio de 2016, do senhor Eduardo Cunha do exercício do mandato de Deputado Federal, bem como do cargo de Presidente da Câmara de Deputados, pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, um macaco refletindo com seus botões, formulou três magníficas pérolas.
O juiz Sérgio Moro é motivador e líder da Operação Lava-Jato, que envolve, além da Justiça Federal do Paraná, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Essa Operação tem logrado êxito no desbaratamento da rede de corrupção formada por políticos, empresários e funcionários da Petrobras.  A  recorrente eficácia do doutor Moro forçou uma demonstração de presteza e contundência na atividade dos magistrados supremos. Constata-se que essa inovadora vontade de agir elimina o acinte à cidadania e traz consequências benéficas que ultrapassam a fronteira da previsibilidade.
Tendo em vista que alguns dias antes, houve por aquela colenda Corte, a aprovação do rito do processo de impeachment da senhora Dilma Roussef, em relação ao cargo de presidente da República — o que certamente acarretará a queda dessa venerável senhora —, os magistrados supremos implementaram a lógica do dominó na política brasileira. Qual será a próxima pedra a tombar? O vice-presidente da Câmara, no exercício da Presidência, acusado no âmbito justiça federal por corrupção; o presidente do Senado Federal que já tem nove processos na justiça federal, pela mesma razão? Bem, mas daí resulta um enorme problema: quem restará na cadeia da sucessão presidencial? O Jean Willys, deputado que cuspiu no outro em plenário; o Tiririca, humorista que brincou de candidatar-se ao Parlamento e foi eleito com votação estrondosa; ou o Valdir Maranhão, que no exercício da Presidência da Câmara — afora voltar atrás, com frequência, por conta de decisões absurdas — não consegue presidir qualquer sessão daquela egrégia casa legislativa?
É imperioso recordar o que disse um líder jovem,  conforme relato de um magistrado supremo em seu voto pela suspensão do mandato do senhor Cunha: “eu não quero esse Brasil; eu quero um Brasil novo!”.

Deixando de lado as reflexões babuínas, fica a expectativa e a esperança de que é possível construir esse Brasil novo. É possível sonhar com um Brasil onde prevaleça a decência, a ética e a solidariedade; onde a virtude seja a norma e a vileza seja a exceção, devidamente avaliada e reprimida.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Contradição do poder

                        [Matéria acolhida e divulgada no Fórum de Leitores eletrônico do Estadão]

Fórum dos leitores — Estadão
21 Abril 2016 | 03h 00
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CONTRADIÇÃO DO PODER
No artigo “A heroína de ocasião e o farsante de estimação” (“Estadão”, 20/4, A2), o senhor José Nêumanne aponta com lucidez e sólida argumentação as contradições da atual conjuntura nacional, associadas com as tentativas da senhora Dilma Vana Rousseff de se salvar no processo de impeachment.
De passagem, o colunista se coloca contra o regime militar de 1964, o que é absolutamente compreensível, especialmente se considerarmos que militares não são formados para exercer a gestão governamental, não importando se, historicamente, as elites civis tenham sido absolutamente ineptas naquilo que deveriam ser as referências da sociedade.
É paradoxal notar que os militares agiram em oposição aos brasileiros que queriam implantar no Brasil uma ditadura similar aos regimes hediondos citados pelo senhor Nêumanne. Entre os que queriam substituir o regime militar por ditadura hedionda inclui-se a senhora Rousseff, conforme atesta o notável poeta. É também paradoxal ressaltar que os militares ajudaram a varrer do planeta o nazismo.
Entretanto, comparar o regime militar brasileiro ao nazismo de Hitler depõe contra a estatura intelectual do articulista. E falta de coragem intelectual é covardia ética e moral – faculdade essencial de Pol Pot, Hitler, Stalin “et caterva”.
Por último e igualmente importante, no exercício do poder os militares cometeram erros – as consequências dos acertos dependem da isenção do julgamento. Similarmente, no exercício do poder jornalístico, poético e de escritor, o senhor Nêumanne está cometendo erro.
Quem está no poder se considera inatingível e infenso a erro. O poder tem essa contradição.

Aléssio Ribeiro Souto
souto49@yahoo.com
Brasília

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