segunda-feira, 9 de abril de 2018

O veneno e o socialista

Diálogo entre um vacariano e um rochedense, quando assistiam pela TV a missa no Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no dia da prisão do ex-Presidente condenado à pena de 12 anos de reclusão.
E aí o que você está achando?
Bom,   tá  me parecendo  uma  cena  que Dante deixou de testemunhar e, por isso, não a representou em seu inferno.
Então, me diga, deu tudo errado?
Não! Aquele carro de som com os puxa-sacos e os ratos aplaudindo o cara em derretimento moral, afundado em cachaça e ódio, é uma metáfora do socialismo. Portanto, deu tudo certo!
Não venha me dizer que o socialismo foi esse sucesso todo!
Claro! Deu  certo  em  todos  os  lugares  em  que  foi implantado.
Mas que  absurdo!  E  a  União  das  Repúblicas  Socialistas Soviéticas, cujo regime assassinou uns vinte milhões, depois virou capitalismo. Todos os países socialistas da Europa Oriental se transformaram em capitalistas. Na China, o regime socialista assassinou uns cinquenta milhões e depois mudou para um ‘capitalismão’ de Estado. Cuba já é um pouco lenta — é compreensível, todas as fronteiras são marítimas. Se tivesse uma nesga terrestre, afora a família Castro, não teria mais ninguém lá.
Você não tá entendendo! Quando você dá veneno para um doente no lugar do remédio, se o infeliz morrer, deu certo; agora, se ele aparecer curado, deu completamente errado. É preciso entender que se um procedimento errado é adotado em algum processo, se der certo está errado; e se der errado, está absolutamente consistente, compatível, ou seja, está certo.
É mas mesmo sendo seus argumentos razoáveis, tem gente que não concorda com isso!
Então, façamos um experimento. Utilizando técnicas de animismo, vamos dar vida para o veneno. Similarmente, vamos repetir o mesmo processo com um socialista. Você sabe o que vai acontecer?
Pensando bem, eu não estou conseguindo pescar onde você quer chegar.
É simples! Ambos são completamente diferentes, mas têm uma coisa em comum. Você ganha um prêmio se me disser o que é comum entre ambos.
O prêmio eu já perdi. Mas como você tem a solução, você ganha o prêmio e reparte comigo.
Eu não sei se eu entrego você pro socialista ou te aplico uma poção de veneno.
O que é isso parceiro? E a nossa amizade?
Bom, vamos lá. O que há de comum entre eles é a intrínseca, genética e atávica capacidade de não conseguir ver, observar, pensar, interpretar, saber e inferir sobre a realidade; e muito menos de reconhecer o potencial da força destrutiva de suas respectivas naturezas. Tudo bem, o veneno é necessário; afinal, há predadores de várias espécies que precisam ser eliminados. Agora, dentre os bípedes racionais, será que há lógica e razão em adotar ideias predadoras, intoxicantes e destrutivas?

Sabe que você pode até ter alguma razão?

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